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Reforma Tributária 2026 para PMEs: cronograma, CBS, IBS e o que fazer agora

Publicado em 2026-06-04 · Atualizado em 2026-06-14 · Por Délfica

A Reforma Tributária do Consumo, aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, está em fase de testes. Para PMEs brasileiras, o ano de 2026 é o momento de ajustar cadastro, simulação de regime e integração fiscal — antes da virada de 2027, quando CBS e IBS passam a ser cobrados em regime de transição.

O que muda a partir de 2026

A reforma unifica cinco tributos sobre consumo (PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI) em três: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, federal), IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, estadual/municipal) e Imposto Seletivo (federal, sobre produtos específicos). A implementação é gradual, de 2026 a 2033. Veja as orientações da Receita Federal para 2026.

Cronograma 2026-2033

  • 2026 (testes): destaque de CBS (0,9%) e IBS (0,1%) nas NF-e, NFC-e, CT-e, NFS-e e demais documentos fiscais eletrônicos. Sem recolhimento efetivo (valores compensáveis com PIS/COFINS).
  • 2027: CBS entra com alíquota plena (~8,8%); PIS/COFINS extintos; Imposto Seletivo começa a incidir sobre bebidas alcoólicas/açucaradas, tabaco, veículos poluentes. Início faseado do Split Payment.
  • 2028-2032: ICMS e ISS recuam 10 p.p./ano (90% → 10%); IBS sobe na mesma proporção; fim dos benefícios fiscais estaduais fora do CONFAZ; tributação migra da origem para o destino.
  • 2033: ICMS e ISS extintos; IBS pleno (~17,7%); CBS plena.

Quem é afetado em 2026

Empresas do Simples Nacional e MEI

Sem mudanças em 2026. A obrigação de destacar IBS/CBS só começa em 2027, com regras simplificadas. Para MEI, as obrigações continuam sendo apenas a DAS-MEI mensal. Veja /blog/simples-vs-lucro-presumido.html para entender o que muda no regime.

Empresas do Lucro Presumido e Lucro Real

A partir de 1º de janeiro de 2026, toda NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e emitida por empresa fora do Simples precisa destacar CBS (0,9%) e IBS (0,1%) na fase de testes. Os valores não são recolhidos ao fisco, mas servem para calibrar alíquotas e identificar padrões. A decisão sobre permanência ou migração de regime deve ser tomada até setembro de 2026.

5 armadilhas para evitar em 2026

  1. Subestimar 2026: erros em cadastros, NCM e CFOP se acumulam e geram autuações futuras. Audite o cadastro fiscal até o fim do primeiro trimestre.
  2. Software fiscal desatualizado: ERPs legados travam a emissão em 2027. Converse com seu fornecedor até junho de 2026 sobre a atualização.
  3. Fim da guerra fiscal: benefícios estaduais (Goiás, ES, SC) perdem validade fora do CONFAZ. Reveja o planejamento tributário.
  4. Split Payment: a partir de 2027, parte do valor recebido na venda vai direto para o fisco. Previsão de fluxo de caixa precisa considerar o desconto automático.
  5. Créditos não aproveitados: a reforma amplia o direito a crédito, mas exige documentação robusta (XML, DANFE, classificação fiscal correta). Sem isso, créditos são glosados.

O que fazer agora (1º e 2º trimestres de 2026)

  • Auditar o sistema fiscal: certificado A1, cadastro de CNPJs, NCM, CFOP, IE, IM.
  • Treinar o contador e o time fiscal sobre a nova sistemática, IBS/CBS e Split Payment.
  • Mapear fornecedores e clientes por regime tributário e UF de destino.
  • Simular cenários por regime (Simples × Presumido × Real) até setembro/2026.
  • Atualizar integração da NF-e com seu ERP, e-commerce ou PDV para destacar CBS/IBS em testes.

Como a Délfica ajuda PMEs na Reforma Tributária 2026

  • Destaque automático de CBS e IBS em cada NF-e, NFC-e e NFS-e, a partir de janeiro de 2026.
  • Simulador de regime tributário com base no seu histórico de NF-e, comparando Simples × Presumido × Real para 2027.
  • IA fiscal em português que explica o impacto da transição para cada CNPJ, com base na Receita Federal e no Comitê Gestor do IBS.
  • API REST com OpenAPI 3.1 para integração com seu ERP, e-commerce ou PDV.
  • Suporte humano em português, com contador no time.

Veja /precos.html para os planos da Délfica a partir de R$ 149,90/mês no Starter, com emissão ilimitada de NF-e, NFS-e, NFC-e, CT-e, MDF-e e IA fiscal inclusa.

Referências oficiais